VI Encontro Educar para o Futuro com António Horta Osório

No final de Março, ao aceitar o convite do Pe. João Seabra para assistir ao VI Encontro Educar para o Futuro que se realizou no Colégio de S. Tomás, tive muito gosto em ouvir o que o convidado António Horta Osório iria partilhar sobre Educação Factor Chave de Desenvolvimento Sócio-Económico.

Com uma clara e notável introdução feita pelo Pe. João Seabra, em que nos alerta para o facto de que, quando se fala de Educação, a principal responsabilidade é da Sociedade, referiu também que um problema crucial deve ser interrogado: “como é que se lida com os jovens?”.

Eu sempre considerei a Educação como demasiado importante para ser gerida ocasionalmente ou decidida por quem vai surgindo na política. As decisões devem ser tomadas por quem tem vocação e conhecimento, gerindo adequadamente, e acredito que o Estado pode e deve apoiar possibilitando a todos uma aprendizagem de excelência. Percebi que também neste encontro se considerava esse aspecto muito relevante. A gestão da educação é demasiado importante para ser deixada para o sector público! O ilustre convidado António Horta Osório também o referiu.
Falou-nos da sua formação: foi estudando em vários cursos, pois considera que a Educação começa desde pequeno e é um processo contínuo, porque o mundo é cada vez mais complexo; e viajou para vários países onde esteve a trabalhar. Passou pelos EUA, França, Inglaterra, Brasil e Portugal. Trabalha na Banca há trinta anos e já fez praticamente todas as funções.

Pouco antes de terminar o seu testemunho, fez-nos lembrar que só no Dicionário é que Sucesso vem antes de Trabalho e, em momentos de sucesso, alegrar-se, mas não cair em complacência pois essa leva à arrogância e começa a decair…

Sobre a boa educação, falou-nos também da importância da família e de quem acompanha as crianças e os jovens. Na sua vida as suas duas avós foram muito importantes na formação da sua pessoa, bem como os seus pais e a escola. O ponto chave na decisão e escolha de área de trabalho deve ter sempre em conta o que os filhos gostam de fazer, que não se pense em dirigir os filhos, isso não os realizará. Mais importante do que dar o peixe a quem tem fome e é pobre, é ensiná-lo a pescar!

Por FILIPA MARCELINO E CARMO (mãe de alunas do 1º ciclo de Sete Rios)

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